
Ao decidirmos pela realização de um documentário sobre este tema, quisemos de certa forma, resolver também uma curiosidade nossa. Acostumamos a ver crimes, prisões por noticiário, jornais. No entanto não nos acostumamos a compreender a realidade de quem comete delitos.
Neste trabalho, não coube ao grupo julgar, por isso não nos prendemos às infrações cometidas pelos entrevistados. Tivemos como objetivo constar o que é feito para uma possível reabilitação e encontramos esperança por parte dos educadores e trabalhadores locais de resolver problemas enfrentados pelos menores do centro.
A realização deste trabalho proporcionou um conhecimento e uma aproximação da realidade de um grupo excluído e discriminado. Este grupo é, muitas vezes, esquecido pela sociedade, que nega a existência do mesmo, acentuando a gravidade do problema.
Durante o desenvolvimento do documentário percebeu-se que a própria instituição oculta determinados conflitos referentes aos internos. Pois não foi permitido ao grupo, questionar o delito praticado pelo menor infrator. Assim como os monitores negaram-se a relatar os problemas de comportamento que são enfrentados pelos funcionários. Estes alegaram que a instituição trabalha com a reabilitação e não com o delito propriamente dito.
Sobre a reabilitação, torna-se relevante citar que é raro um amadurecimento sólido do jovem infrator que se encontra no centro. Ou seja, vimos a importância da organização e da disciplina do Case, das atividades que são proporcionadas para o crescimento pessoal e intelectual dos jovens. Porém, a realidade desses jovens ao saírem do centro é contrastante. As regras não são mais as mesmas, e o relacionamento direto passa a ser, na maioria das vezes, com as suas famílias desestruturadas e com um círculo de amizades inserido no mundo da marginalidade e das drogas. Portanto, ao ocorrer a reintegração do jovem às suas origens, fator que não se pode negar, evidencia-se os motivos das várias reincidências em delitos que somos acostumados a ver.
“Aqui dentro é diferente” como dizia a maioria, lembrando que aprendem a ter disciplina, o que na “rua” não tinham. “É a droga, to aqui por isso”, outra fala muito comum. “Me envolvi com as pessoas erradas” também se escutava. Ouvindo assim são como tantos adolescentes confusos, a diferença é que, de alguma forma, estes interferiram na liberdade de outros e hoje estão presos por isto.
Apesar das dificuldades encontramos lá dentro esperança, gente com garra lutando para que os menores que lá se encontram, voltem melhores para casa. Vimos sonhos e esperança de um futuro melhor. Contudo, alguns não parecem se importar com nada, muito menos com eles mesmos. Escutamos histórias de quem entrou de um jeito e sairá de outro. Ouvimos um menino dizer que um dia pretende ser um instrutor do local, “ajudar a outros como fui ajudado”.
Concluímos que existe de fato um trabalho sendo feito por aqueles que muitos não acreditam, que estão a margem, que tiveram seus erros e pagam por eles. Dessa forma, existe um sistema que faz pelo descaso de todos nós, embora não seja um sistema que garanta uma total reabilitação.
Do sonho de ser jogador de futebol à realidade de viverem como infratores sem direitos de liberdade. Assim vivem os meninos do Case – SM, entre o sonho e a realidade.
Neste trabalho, não coube ao grupo julgar, por isso não nos prendemos às infrações cometidas pelos entrevistados. Tivemos como objetivo constar o que é feito para uma possível reabilitação e encontramos esperança por parte dos educadores e trabalhadores locais de resolver problemas enfrentados pelos menores do centro.
A realização deste trabalho proporcionou um conhecimento e uma aproximação da realidade de um grupo excluído e discriminado. Este grupo é, muitas vezes, esquecido pela sociedade, que nega a existência do mesmo, acentuando a gravidade do problema.
Durante o desenvolvimento do documentário percebeu-se que a própria instituição oculta determinados conflitos referentes aos internos. Pois não foi permitido ao grupo, questionar o delito praticado pelo menor infrator. Assim como os monitores negaram-se a relatar os problemas de comportamento que são enfrentados pelos funcionários. Estes alegaram que a instituição trabalha com a reabilitação e não com o delito propriamente dito.
Sobre a reabilitação, torna-se relevante citar que é raro um amadurecimento sólido do jovem infrator que se encontra no centro. Ou seja, vimos a importância da organização e da disciplina do Case, das atividades que são proporcionadas para o crescimento pessoal e intelectual dos jovens. Porém, a realidade desses jovens ao saírem do centro é contrastante. As regras não são mais as mesmas, e o relacionamento direto passa a ser, na maioria das vezes, com as suas famílias desestruturadas e com um círculo de amizades inserido no mundo da marginalidade e das drogas. Portanto, ao ocorrer a reintegração do jovem às suas origens, fator que não se pode negar, evidencia-se os motivos das várias reincidências em delitos que somos acostumados a ver.
“Aqui dentro é diferente” como dizia a maioria, lembrando que aprendem a ter disciplina, o que na “rua” não tinham. “É a droga, to aqui por isso”, outra fala muito comum. “Me envolvi com as pessoas erradas” também se escutava. Ouvindo assim são como tantos adolescentes confusos, a diferença é que, de alguma forma, estes interferiram na liberdade de outros e hoje estão presos por isto.
Apesar das dificuldades encontramos lá dentro esperança, gente com garra lutando para que os menores que lá se encontram, voltem melhores para casa. Vimos sonhos e esperança de um futuro melhor. Contudo, alguns não parecem se importar com nada, muito menos com eles mesmos. Escutamos histórias de quem entrou de um jeito e sairá de outro. Ouvimos um menino dizer que um dia pretende ser um instrutor do local, “ajudar a outros como fui ajudado”.
Concluímos que existe de fato um trabalho sendo feito por aqueles que muitos não acreditam, que estão a margem, que tiveram seus erros e pagam por eles. Dessa forma, existe um sistema que faz pelo descaso de todos nós, embora não seja um sistema que garanta uma total reabilitação.
Do sonho de ser jogador de futebol à realidade de viverem como infratores sem direitos de liberdade. Assim vivem os meninos do Case – SM, entre o sonho e a realidade.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Estatuto da Criança e adolescente comentado: comentários jurídicos e sociais / Muni Cury...(et al) coordenadores * AUT: Cury, Munir (coord.)
LAKATOS, Eva Maria. MARCONI, Marina de Andrade. Técnicas de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002
Nichols, Bill. Introdução ao Documentário. Tradução Mônica Saddy Martins. Campinas, SP: Papirus, 2005.
Ribeiro, Ivete; Barbosa, Maria de Lourdes. Menor e sociedade brasileira. São Paulo: editora Loyola, 1987.
Duarte, Jorge. Barros, Antonio. Org. Métodos e técnicas de pesquisa em comunicação. São Paulo: Atlas, 2005.
BIBLIOGRAFIA ON LINE
- http://www.pr.gov.br/depen/downloads/monografia_denise.pdf
- http://www.edsonseda.com.br/paradig.doc
- http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/temporeal/gd201101.htm
- http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp
- www.jornaldedebates.ig.com.br/index.aspx
- http://scielo.bvs-psi.org.br/scielo.php
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